sábado, 14 de março de 2015

ABC da Astronomia - Movimetos de Rotações




Mercúrio é o menor planeta do sistema solar e mais próximo do Sol. Tem sua temperatura na superfície em uma média de 169,35 ºC mas varia entre -173,15 ºC a 426,5 ºC devido a sua ausência de atmosfera. Seu dia (rotação) dura 58 dias e 16 horas e seu ano (translação) 87,97 dias.

Vênus tem seu tamanho muito parecido com o da Terra. Possui uma temperatura que varia de -220 ºC a 420 ºC. Sua atmosfera rica em CO2  e dióxido de enxofre causa o maior efeito estufa do Sistema Solar. Rotação que dura 243,01 dias e translação de 224,7 dias. Não possui luas.


A Terra possui somente um satélite natural a Lua. Tem sua temperaturas que variam de -70 ºC a 55 ºC e sua rotação que dura 23 horas e 56 minutos, translação de 365 e 6 horas (sendo no caso necessário se adicionar 1 dia a mais a cada 4 anos, os conhecidos anos bissextos).

Marte conhecido como planete vermelho por sua coloração vermelha-ferrugem. Composto por montanhas, desertos, vulcões, desfiladeiros e calotas polares. Sendo um planeta candidato a colonização humana, tem a temperatura média na superfície de -55 ºC  que varia de -120 ºC a 25 ºC. Possui 2 luas e tem sua rotação de 24 horas e 37 minutos sendo a translação de 686,98 dias.

Júpiter é o maior planeta do sistema solar, sendo que dentro dele cabem 11 Terras. É um planeta gasoso assim como Saturno, Urano e Netuno, isto é, não são compostos primariamente de matéria sólida. Sua temperatura média é de 121 ºC tendo a rotação de 9 horas e 56 minutos e translação de 11 anos e 315 dias. Possui 64 luas e 4 anéis formados por poeira e pedaços de rochas.

Saturno o segundo maior planeta do sistema solar, possui 18 anéis nomeados. Sua temperatura média é de -125 ºC, sendo rotação 10 horas e 15 minutos e translação 29 anos e 6 meses.

Urano possui anéis planetários e 27 satélites confirmados. Sendo conhecido também por planeta verde-azulado por sua atmosfera ser composta de hidrogênio, hélio e um pouco de metano. Sua temperatura é em cerca de -216 ºC. Rotação de 12 horas e 14 minutos e translação de 84 anos e 4 dias.
Netuno (Neptuno no português europeu) o oitavo e último planeta do sistema solar em afastamento do Sol. Com 4 anéis principais e 13 satélites naturais tem sua temperatura média em torno de -193 ºC. Sua atmosfera é composta principalmente de hidrogênio. Rotação que dura 16 horas e 7 minutos e translação de  aproximadamente 165 anos terrestres.
A diferença de tempo de rotação e translação de planeta para planeta se deve a vários fatores incluindo: tamanho dos planetas, distância em relação ao sol e inclinação.

Notas

Plutão não foi citado por não ser mais considerado planeta desde 2006 , ele é considerado um "planeta anão "

Fiquem ligados com mais postagens do " Loucuras da Física " , tudo sobre a Física.

Links recomendados
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Astron%C3%B4mica_Internacional
http://www.apolo11.com/



quinta-feira, 12 de março de 2015

Observatório da Juventude-UFMG

O Observatório da Juventude da UFMG é um programa de ensino, pesquisa e extensão da Faculdade de Educação (FaE), com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG. Desde 2002, o OJ vem realizando atividades de investigação, levantamento e disseminação de informações sobre a situação dos jovens da região metropolitana de Belo Horizonte, além de ajudar a promover o debate em torno desse universo. O programa desenvolve também ações de capacitação tanto de jovens quanto de educadores e alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da UFMG interessados na problemática juvenil. A atuação do OJ situa-se no contexto das políticas de ações afirmativas, orientando-se por quatro eixos centrais de preocupação que delimitam sua ação institucional: a condição juvenil nas sociedades contemporâneas; as políticas públicas e as ações sociais voltadas aos jovens; as práticas culturais e as ações coletivas da juventude na cidade e a construção de metodologias de trabalho com jovens.

site: http://observatoriodajuventude.ufmg.br/

Aproveite e vejas as produções do observatório.
site: http://observatoriodajuventude.ufmg.br/producao/producao-cientifica/





domingo, 8 de março de 2015

1ª Olimpíada Brasileira de Cartografia

Apresentação

Uma olimpíada é um desafio, e desafios são incentivos para melhorar o rendimento escolar de estudantes que podem ser despertados para o estudo, neste caso, da representação espacial, da orientação e uso de mapas. A proposta da I Olimpíada Brasileira de Cartografia - OBRAC - tem abrangência nacional e está voltada para alunos do Ensino Médio, com idades entre 14 e 18 anos, das escolas da rede pública e privada. Dentre os objetivos do evento destaca-se: estimular, na escola, o interesse pelas Ciências, especialmente pela Cartografia; prover aos professores o conhecimento e ferramentas para o ensino dinâmico e participativo em áreas que abrangem o conteúdo cartográfico, como geografia e matemática; prover a socialização de professores e alunos através de atividades coletivas e fomentar a formação de recursos humanos para atuação na área de Cartografia e das geotecnologias.

A olimpíada será executada em duas etapas: na primeira, cada escola participante deverá formar uma equipe de no máximo 4 alunos mais um professor responsável, que se inscreverão através do web site www.olimpiadadecartografia.uff.br. Na primeira etapa, serão elaboradas questões relacionadas a cartografia que estarão disponíveis aos inscritos no site, via plataforma Moodle. Na segunda etapa, cada equipe deverá realizar uma atividade proposta e enviar para a comissão de avaliação das olimpíadas que fará a avaliação dos trabalhos práticos recebidos (mapas digitais ou analógicos elaborados, instrumentos) e selecionará as três melhores equipes. Estas farão a etapa final na cidade do Rio de Janeiro, onde realizarão um conjunto de atividades práticas, inclusive com participação na corrida de orientação que ocorrerá durante a Conferência Internacional de Cartografia (agosto de 2015), sendo a equipe vencedora desta fase considerada a campeã da I Olimpíada Brasileira de Cartografia.


Organização

Canta Cantos

Canta Cantos é um projeto de divulgação do conhecimento geográfico. Seu objetivo é divulgar formas alternativas de se fazer Geografia. Atualmente o Canta Cantos se estrutura como um projeto do tipo “guarda-chuva”. Isso quer dizer que pretendemos simultaneamente abrigar, receber e incentivar diferentes propostas cujas metas estejam relacionadas, principalmente, com a divulgação do conhecimento geográfico.

Outros objetivos do projeto são: valorizar outras formas de saber, científicas ou não; diminuir o desperdício de informação científica; contribuir para a formação de outra idéia de Geografia. Rádio, televisão e internet, música, fotografia e histórias em quadrinhos são alguns dos meios e instrumentos de comunicação usados no Canta Cantos.



Dentre os projetos de divulgação científica, o programa pílula Canta Cantos é a pedra fundamental sobre a qual se construiu o nosso projeto. Atualmente ela é exibido de terça a domingo às 21:15 na rádio UFMG Educativa 104,5 FM em Belo Horizonte.

O programa é formado por duas partes: uma textual e uma musical. A metade textual sempre traz temas e abordagens importantes da Geografia acadêmica, enquanto a musical procura enriquecer o processo de comunicação, aumentando as possibilidades de contato entre o cientista e o ouvinte comum.

Acesse: 

Inconstâncias climáticas

Clique nos links abaixo para fazer o download dos programas.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Seminário Institucional do Pibid Univates


O V Seminário Institucional do Pibid Univates e o III Simpósio Nacional sobre Docência na Educação Básica têm como tema gerador “Ser professor: desafios e possibilidades”.
O objetivo do evento é refletir sobre questões relacionadas aos desafios e às possibilidades do ser professor que aparecem no âmbito da formação de professores e da docência na educação básica.
O seminário tem como público-alvo professores e estudantes de graduação, pós-graduação, professores da Educação Básica e demais profissionais e pesquisadores da área da Educação.

Realização
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – Pibid/Univates (www.univates.br/pibid)
Observatório da Educação/Univates
Cursos de Licenciatura da Univates
Programa de Pós-Graduação em Ensino (www.univates.br/ppgensino)
Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Exatas (www.univates.br/ppgece)


De 22/01/2015 a 16/03/2015: submissão de trabalhos nas modalidades Comunicação Científica, Relato de Experiência e Material Didático.

Mais informações estarão disponíveis na página do evento a partir do dia 16/01/15.

Até 27/04/2015: divulgação dos trabalhos aprovados.



Quinta-feira (11) Sexta-feira (12) Sábado (13)
8h - Credenciamento
10h às 12h - Abertura - Palestra: Aprendizagem Significativa
8h às 12h - Comunicações Científicas e Relatos de Experiência 8h30min - Momento Cultural
9h às 11h30min - Palestra - Ser professor: desafios e possibilidades
14h às 18h - Comunicações Científicas e Relatos de Experiência 13h45min às 15h45min - Oficinas
16h às 18h - Oficinas

19h30min às 21h30min - Mesa Redonda
  1. Matemática e suas tecnologias
  2. Relação família-escola
  3. Interdisciplinaridade nas Ciências da Natureza
  4. Viver para contar....e declamar
  5. Viver e Conviver
19h às 20h - Exposição de Material Didático - Auditório do Prédio 3
20h - Momento Cultural



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PROPOSTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DE ENSINO DE BIOGEOGRAFIA


PROPOSTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DE ENSINO DE BIOGEOGRAFIA NA GEOGRAFIA ESCOLAR: O VIOLÃO COMO RECURSO DIDÁTICO

Rafael de Souza Alves
Licenciado em Geografia pela Universidade Federal de Viçosa
Integrante do Laboratório de Biogeografia e Climatologia – BIOCLIMA UFV


Introdução
“Não posso ser professor sem me pôr diante dos meus alunos, sem revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de pensar politicamente. Não posso escapar à apreciação dos alunos. [...] Daí, então, que uma de minhas preocupações centrais deva ser a de procurar a aproximação cada vez maior entre o que digo e o que faço, entre o que pareço ser e o que realmente estou sendo” (FREIRE, 1996, p. 96)[1].

O presente texto consiste em uma síntese da oficina de mesmo título proferida para alunos da Escola Santa Rita de Cássia, localizada em Viçosa-MG, tendo como público alvo estudantes de diferentes idades e nível da educação básica. Em um segundo momento, a experiência foi compartilhada com os graduandos em Licenciatura do curso de Geografia da Universidade Federal de Viçosa, também bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID).
A música e os instrumentos musicais, de modo geral, sempre fizeram parte de meu universo familiar e social. Dessa forma, a construção da oficina, tendo o violão como um recurso didático, revela a aproximação do “eu” professor com o “eu” sujeito social, distante do ambiente profissional; ela é uma singela aproximação entre o que sou e o que faço, e também uma expressão de minha maneira de ser – profissional e pessoal.


Momentos Precedentes
A elaboração da oficina iniciou-se com uma pesquisa detalhadas sobre violões, buscando respostas para as seguintes perguntas: Porque em cada parte do instrumento se utiliza um tipo específico de madeira? De qual Bioma ou Domínio Morfoclimático provem tais madeiras? Como a relação entre sociedade e natureza se manifesta dentro dessa temática?
Para direcionar as investigações e também aproximar os alunos do recurso didático estabelecido, foram realizados maiores estudos e pesquisas sobre o violão que possuo, sendo ele da marca Holfma, modelo HM 210 NT. Não seria pertinente discutir os questionamentos levantados anteriormente a partir de outro violão qualquer, que não fosse possível de leva-lo para a oficina. Isso, porque o violão foi adotado como artefato a permitir uma relação escalar, entre o local e o global, e também como veículo a reportar os discentes aos Biomas a serem discutidos. Parte das fontes de pesquisa utilizadas na estruturação da oficina foram sites de fabricantes de instrumentos musicais (madeiras e processo de fabricação), lojas de vendas de violão (preço de mercado) e blogs de Luther.

O Desenvolvimento da Oficina
Inicialmente foi realizada uma discussão com os estudantes a partir da pergunta: “o que é a Biogeografia?”. Para subsidiar o diálogo foi utilizada a figura 1 como recurso visual. Na ocasião foi feita uma discussão do papel do Homem a distribuição espacial dos seres vivos na superfície da Terra, bem como a maneira em que a Biogeografia está presente nos livros didáticos. Vale ressaltar que na ocasião, não cabe uma discussão epistemológica junto aos estudantes da educação básica a respeito da Biogeografia, haja vista que esse não é o propósito da Geografia Escolar.


Figura 1. Figura utilizada para subsidiar a discussão a respeito do que é a Biogeografia

O momento seguinte foi a apresentação do que seria discutido ao longo da oficina, sendo a relação entre sociedade e natureza a partir do violão da marca Hofma, modelo HM 210 NT, enfatizando:
1.      a matéria prima (madeira) para a fabricação do mesmo e as características do Bioma de onde ela é extraída;
2.      o processo de seleção da madeira e cuidados na extração;
3.      a relação entre disponibilidade dos recursos na natureza (madeiras), manuseio da madeira pelo Luthier e custo final do instrumento.   

O instrumento foi apresentado aos alunos em uma discussão a respeito da sua marca, qualidade sonora, relação custo benefício e madeiras utilizadas para a sua construção. A madeira indica o básico, a natureza sonora do violão e suas características iniciais como timbre, volume e ataque. As partes que constituem o instrumento são (Figura 2):

Figura 2. Partes constituintes de um violão

Depois de apresentado as partes que compõem o violão foram elencadas as madeiras nele existentes e o Bioma onde são encontradas:
  • Tampo – madeira de nome Abeto – Floresta Temperada;
  • Lateral e Fundo – madeira de nome Nogueira – Floresta Temperada;
  • Braço e Mão – madeira de nome Mogno Oriental – Floresta Equatorial (Amazônia);
  • Escala e Rastilho – madeira de nome Jacarandá-da-Bahia – Mata Atlântica;

Na sequência foi discutida as características de cada Bioma onde são encontradas as madeiras para a fabricação do violão em cena, com destaque para o nível de degradação da vegetação e suas consequências.
A título de exemplo podemos aqui destacar o Jacarandá-da-Bahia. Essa madeira tem se tornado padrão de qualidade máximo na fabricação de violões, sobretudo quando empregada na lateral e fundo dos instrumentos. No entanto, os violões fabricados utilizando quantidade significativa do Jacarandá-da-Bahia tendem a ter preços baste elevados, muito em função das dificuldades em encontra-la no ambiente, fazendo com que ela chegue a custos elevados às mãos dos fabricantes e posteriormente aos consumidores.
A escassez do Jacarandá-da-Bahia está intimamente relacionada ao processo histórico de devastação da Mata Atlântica, atualmente reduzida a cerca de 7% de sua formação original. Dessa forma, a relação entre sociedade e natureza estabelecida em áreas de domínio da Mata Atlântica levou a uma baixa disponibilidade da matéria prima de alta qualidade para a fabricação de violões. Analogias como essas foram feitas na discussão de todos os Biomas elencados acima, com o devido cuidado nas afirmações, pois a madeira não é o único elemento a influenciar no preço de um violão.

Considerações Finais
A aplicação da oficina mostrou-se pertinente por ter abordado uma situação próxima ao cotidiano dos discentes, sobretudo por está relacionado a música, levando-os a se interessarem pela temática discutida.
Foi observado que nos momentos de manuseio do violão, como demonstração de sua partes componentes, marca, qualidade sonora, o envolvimento dos estudantes era maior, em comparação aos momentos de discussão das características dos Biomas. Dessa forma, a experiência mostrou que é preciso repensar a maneira de discutir os aspectos gerais referentes aos Biomas.




[1] FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 30 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.  







segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bom dia, Geografia!!!!

A aprendizagem em Geografia 

Os professores de Geografia relatam que estão freqüentemente enfrentando dificuldade em “atrair” seus alunos nas aulas, pois a maioria não se interessa pelos conteúdos que essa disciplina trabalha. No entanto, se a Geografia contempla a diversidade da experiência dos homens na produção do espaço, as questões espaciais estão sempre presentes no cotidiano de todos eles, sejam as de dimensões globais ou locais. É o caso de se questionar, então, por que os alunos não mostram interesse especial pelos conteúdos da disciplina, limitando-se, na maior parte das vezes, ao cumprimento formal das obrigações escolares. Se a tarefa do ensino é tornar os conteúdos veiculados objetos de conhecimento para o aluno e se a construção do conhecimento pressupõe curiosidade pelo saber, esse é um obstáculo que precisa efetivamente ser superado. Para despertar o interesse cognitivo dos alunos, o professor deve atuar na mediação didática, o que implica investir no processo de reflexão sobre a contribuição da Geografia na vida cotidiana, sem perder de vista sua importância para uma análise crítica da realidade social e natural mais ampla. Nesse sentido, o papel diretivo do professor na condução do ensino está relacionado às suas decisões sobre o que ensinar, o que é prioritário ensinar em Geografia, sobre as bases fundamentais do conhecimento geográfico a ser aprendido pelas crianças e jovens, reconhecendo esses alunos como sujeitos, que têm uma história e uma cognição a serem consideradas. 


Fragmento do texto da Professora Lana de Souza Cavalcanti (UFG), presente no artigo: A Geografia e a realidade escolar contemporânea: Avanços, caminhos e alternativas.
Disponível em:file:///C:/Users/usuario/Downloads/3.3_geografia_realidade_escolar_lana_souza.pdf

Com essa mensagem, o PIBID de Geografia - Geosociobiodiversidade, através dese espaço procurará instigar as discussões sobre o Ensino de Geografia e da Escola, contribuindo para a melhora da Escola pública.

Oficina de orientação na Escola Estadual Dr. Mariano da Rocha - Teixieras-MG